USP anuncia novo curso de engenharia; saiba mais sobre a nova graduação
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Candidatos aguardavam a abertura do portão na Escola Politécnica da USP
Flavio Moraes/G1
A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) anunciou a criação de uma nova formação no campus do bairro do Butantã, em São Paulo, que terá o nome de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais.
O curso será oferecido no vestibular deste ano para ingresso a partir de 2027. Serão ofertadas 56 vagas anuais com foco em inteligência artificial e semicondutores.
As 56 vagas do novo curso vieram das 170 ofertadas pela Engenharia Elétrica. Com isso, a Engenharia Elétrica passa a ficar com 114 vagas.
A criação do curso foi aprovada pelo Conselho Universitário no final do ano passado, em 16 de dezembro. E resulta do desmembramento de uma das ênfases da Engenharia Elétrica, ganhando agora autonomia para atender demandas do setor tecnológico.
O curso será integral, com carga horária total de 4.380 horas, distribuídas ao longo de cinco anos, em dez semestres. Segundo Gustavo Rehder, professor da universidade e coordenador do curso, houve uma reestruturação para tornar o conteúdo mais racional e alinhado às novas demandas.
A nova graduação aposta em uma formação mais direcionada desde o ingresso. Diferentemente do modelo tradicional da Engenharia Elétrica, a nova graduação já nasce com foco específico.
“A gente reformou o curso com maior flexibilidade, focando em IA, projetos de semicondutores e em sistemas embarcados”, explica.
📐 Diferencial do curso
O professor destaca a antecipação do contato com a prática da engenharia já no início das aulas como um diferencial de outros cursos de engenharia.
“Um dos problemas que a gente enxerga no curso tradicional é que o aluno fica os dois primeiros anos estudando matemática e física sem muito contato com engenharia. E a gente trouxe engenharia para o primeiro semestre. Já no primeiro semestre os alunos começam a ter contato com controladores, têm projetos integradores, projetos reais desenvolvidos junto com a sociedade."
Como exemplo da aplicação prática já nos primeiros semestres, o coordenador cita o desenvolvimento de rastreadores solares: "No primeiro ano eles desenvolvem, por exemplo, um tracker solar, então eles já aplicam aquilo que estão aprendendo em circuitos elétricos e controladores, além de buscar problemas na sociedade, discutir com as pessoas e propor soluções .”
🤖IA e semicondutores na formação
O curso permite que, nos dois últimos anos, o estudante personalize a formação com trilhas em áreas estratégicas, como: Inteligência Artificial (IA), Semicondutores e Chips, Sistemas Embarcados, Comunicações e Processamento de Sinais.
“A gente já trabalha com inteligência artificial há muitos anos, mas agora com o curso novo a gente vai dar um enfoque maior não só na utilização, mas na criação e no embarque da inteligência artificial em máquinas e sistemas embarcados", destaca o professor.
*Sob supervisão de Cíntia Acayaba