Morre bebê de mulher morta após complicações no parto em Indaiatuba
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Bianca Fidêncio da Silva, de 28 anos, morreu após complicações no parto no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba (SP)
Reprodução/EPTV - Arquivo pessoal
O menino Ravi, filho de Bianca Fidêncio da Silva, que morreu dias após dar à luz o segundo filho em Indaiatuba (SP), morreu após o período internado na UTI Neonatal do Hospital Augusto de Oliveira Carmargo (Haoc). A informação foi confirmada pela unidade nesta sexta-feira (30).
"Apesar de todos os esforços da equipe médica e da terapia intensiva neonatal, o recém-nascido de Bianca evoluiu a óbito", diz a nota.
Segundo os familiares, o médico teria negado o pedido por cesárea de Bianca, e complicações durante o parto normal teriam levado ao óbito da jovem, de 28 anos.
O HAOC instaurou sindicância para apurar o caso. "A sindicância interna será devidamente encaminhada ao Egrégio Conselho Regional de Medicina, órgão competente para a apuração de denúncias e questionamentos acerca de eventuais atos médicos", diz a nota.
O marido da vítima procurou a Polícia Civil de Indaiatuba, que registrou a ocorrência como morte suspeita.
Gestante morre após complicações em parto, e hospital de Indaiatuba instaura sindicância
O que diz o Haoc?
Em nota, o Haoc confirmou que houve o pedido da gestante pela cesárea, mas destacou que o quadro “indicava progresso adequado e tornava o parto vaginal uma conduta viável e recomendada nessa situação, passando a cesariana a ser considerada apenas se surgissem intercorrências”.
Segundo o texto, durante o parto houve identificação de sofrimento fetal agudo, e “com o objetivo de abreviar o nascimento […], foi realizada a aplicação de fórceps, procedimento previsto e indicado em situações específicas de emergência obstétrica”.
Logo após o parto, o recém-nascido apresentou sinais de insuficiência de oxigênio, e “a paciente evoluiu com sangramento vaginal intenso, associado à atonia uterina, condição em que o útero não consegue se contrair adequadamente após o nascimento, configurando uma das principais causas de hemorragia pós-parto”, descreveu.
De acordo com o Haoc, são realizados, em média, 180 partos mensais na unidade, com nenhuma notificação de óbito materno em 2025.
“Sobre o caso em questão, ressaltamos que a atonia uterina é uma complicação obstétrica conhecida, imprevisível em muitos casos, podendo ocorrer tanto em partos vaginais quanto cesarianos, mesmo na ausência de fatores de risco aparentes, sendo amplamente descrita na literatura médica como uma das principais emergências obstétricas.
O parto evoluiu de forma rápida e previsível desde a admissão até a dilatação completa, motivo pelo qual foi mantida a condução por via vaginal, em consonância com os protocolos assistenciais vigentes. A admissão ocorreu às 10h, com parto efetivo às 13h45, caracterizando um período expulsivo relativamente curto, com dilatação total.
Por fim, informamos que a Diretoria do Hospital instaurou uma sindicância interna, cujos resultados serão encaminhados à Comissão de Ética Médica do Hospital e, posteriormente, ao Conselho Regional de Medicina, órgão legalmente competente para a avaliação da conduta profissional.”
Bianca Fidêncio da Silva, de 28 anos, morreu após complicações no parto no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba (SP)
Reprodução/Redes sociais
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