'João do Caminhão': banda cover dos Mamonas Assassinas homenageia legado com shows cheios de referências: ‘brincadeira que deu certo’, diz vocalista

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Banda cover do Mamonas Assassinas busca honrar legado em shows pelo interior de SP Afinal, é fácil confundir Dejair com João do Caminhão? Desde 2019, uma banda cover de Itapetininga (SP) mostra que não adianta chamá-lo por outro nome ou tentar confundir: só existe um Mamonas Assassinas. Mesmo assim, o icônico grupo dos anos 90 continua inspirando músicos que buscam reproduzir seu carisma, presença de palco e letras polêmicas. Nesta segunda-feira (2), completam 30 anos do acidente aéreo que matou os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O g1 conversou com Djan Carvalho, vocalista da banda João do Caminhão, o único cover dos Mamonas Assassinas na cidade, que interpreta Dinho, o vocalista original do grupo. Fã dos Mamonas desde os 14 anos, Djan começou a se aventurar em karaokês pela cidade e logo percebeu que seu timbre lembrava o de Dinho. “É libertador, eu subo no palco e brinco. É ele (Dinho) quem toma conta, me identifico muito e me espelho nele”. Djan, que atualmente tem 46 anos, conta que não conseguiu aproveitar a "época do ouro" da banda original por que, na época, as canções - com duplo sentido - não eram aconselhadas de se serem ouvidas por pessoas religiosas. Os caminhos de Djan se cruzaram com os de Geraldo Toledo, Eduardo Borges, Kayo Mariano e Reginaldo Silva. Da amizade entre eles nasceu o desejo de prestar uma homenagem fiel ao grupo de rock que marcou gerações. A primeira apresentação foi um show beneficente em uma sorveteria, na Vila Carolina, em Itapetininga. "Quando aconteceu esse show, eu olhei e falei: ‘quero isso para sempre’. Foi uma brincadeira que deu certo, a gente conquistou a galera”, relembra Djan. Segundo o artista, na primeira apresentação deles a família de Júlio Rasec, tecladista da banda original, esteve presente e se emocionou com a semelhança ao grupo original. “Deu um gás. Eu acho que a gente está no caminho certo”. A banda cover do Mamonas Assassinas foi formada em 2019 por cinco integrantes de Itapetininga Arquivo pessoal/Djan Carvalho Nos shows, não podem faltar as clássicas: “Robocop Gay”, “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Bois Don’t Cry”, “Sabão Crá Crá”. Para tornar a experiência ainda mais imersiva, o grupo não se limita a cantar as músicas dos Mamonas: capricha também nos figurinos e garante que cada apresentação se transforme em um verdadeiro espetáculo, assim como fazia a banda original. Para isso, os integrantes estudaram minuciosamente os shows, participações em programas de televisão, repertório e até os trejeitos performáticos dos integrantes originais. “A minha missão, eu como banda, é manter a memória viva. É plantar a semente para que daqui mais 30 anos falem sobre. Manter o legado”, relatou. Brasília amarela foi um dos símbolos da banda Mamonas Assassinas Fábio Tito/G1 'Memória afetiva para as pessoas' Em dezembro de 2020, os integrantes fizeram um show em Angatuba. Entre o público, uma mulher chorava durante toda a apresentação. Djan se aproximou e perguntou o motivo da emoção, e a fã respondeu que a música havia despertado lembranças de sua adolescência. “A importância cultural e musical deles para o Brasil é muito importante. Eles trouxeram relevância. Mesmo sendo polêmicos, é possível falar sobre temas sensíveis de forma leve. A autenticidade e a forma que eles acessavam o público sem medo. A banda traz memória afetiva para as pessoas”, completou. Além das canções, o cover também traz nas apresentações fantasias semelhantes às usadas pelo grupo paulistano Arquivo pessoal/Djan Carvalho Letras polêmicas? Em 1995, os brasileiros de todas as idades e gêneros tiveram contato com letras que diziam: “Boneca cibernética, um robocop gay” e ainda “Sou corno, mas sou feliz”. O quinteto estava na televisão, no rádio, nas ruas, na boca do povo. Mamonas Assassinas traziam em seu repertório um “rock polêmico”, diferente de tudo que havia sido feito até então. Fantasiados de heróis, animais ou de personagens, buscavam abordar assuntos considerados tabus para a época. Para Djan, se os Mamonas ainda estivessem vivos ou surgissem nos dias de hoje, o grupo provavelmente não teria a mesma aceitação do público e poderia ter sido alvo de cancelamento nas redes sociais. Pensando nisso, o artista explica que, no início de cada apresentação, avisam os adultos sobre o teor das letras das músicas, embora acredite que as crianças dificilmente percebam a “duplicidade” presente em algumas frases. “Não é Patati e Patatá, é um show cover do Mamonas Assassinas, o que vocês esperavam encontrar? A criança não está prestando atenção na piada, está olhando para o palco”. LEIA TAMBÉM: Fã e tia de Dinho relembram show dos Mamonas Assassinas em Dracena: ‘Foi um privilégio’ Mesmo sem ter vivido o sucesso nos anos 90, banda do interior de SP homenageia Mamonas Assassinas e relembra hegemonia do grupo: 'Puro suco do Brasil' Ao g1, o vocalista apontou que o grupo é o único cover da região de Itapetininga Arquivo pessoal/Djan Carvalho Show em Barretos A oportunidade de levar os sucessos da banda paulistana ao palco da Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, surgiu após uma apresentação no Clube Atlético Sorocabana de Itapetininga (CASI), em 2023. Com a ajuda de sua rede de contatos, o cover conseguiu espaço no evento, mas havia um desafio: no mesmo dia e horário, o palco principal recebia a dupla Bruno e Marrone, gerando o temor de que ninguém fosse assistir ao quinteto. Para garantir o sucesso da apresentação, Djan pediu ao amigo Marcus Cirillo, comediante de “humor raiz” e com mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, que gravasse um vídeo convidando o público para o show. Mas Cirillo fez diferente: disse que ia assistir pessoalmente e cumpriu a promessa, levando mais de 80 pessoas para conhecer o grupo itapetiningano. Trágico acidente Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 Divulgação Na noite de 2 de março de 1996, um acidente aéreo na Serra da Cantareira matou os cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas. Também perderam a vida um ajudante de palco, um segurança, o piloto e o copiloto da aeronave. Na época, a banda vivia o auge, impulsionada pelo sucesso meteórico de seu único disco de estúdio, lançado menos de um ano antes da tragédia. O rock cômico, com um emaranhado de influências que iam do forró à música portuguesa, se tornou um fenômeno democrático, capaz de conquistar fãs de todas as idades. *Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/03/02/joao-do-caminhao-banda-cover-dos-mamonas-assassinas-homenageia-legado-com-shows-cheios-de-referencias-brincadeira-que-deu-certo-diz-vocalista.ghtml


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