Furto de petróleo no RJ: preso em Louveira é suspeito de integrar liderança do esquema
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Operação policial contra o furto de petróleo da Transpetro em 8 estados
Um homem suspeito de integrar um esquema de furto de petróleo da Transpetro, no Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em Louveira (SP). Alvo da Operação Haras do Crime, Elton Felix de Oliveira, conhecido como professor Elton, seria parte do núcleo de liderança.
A reportagem tenta localizar a defesa de Elton para pedir uma posição.
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Comandada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a ação busca desarticular e prender suspeitos de furtar a substância por meio de perfurações clandestinas em oleodutos que passam pela fazenda da família Garcia, na Baixada Fluminense.
De acordo com as investigações, o prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, seis pessoas haviam sido presas. Nenhum membro da família foi alvo de mandados desta quinta.
Preso em Louveira, Elton é suspeito de integrar liderança do esquema
Reprodução/EPTV
Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado.
Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno.
Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade.
Os presos
Caio Victor Soares Diniz Ferreira
Elton Félix de Oliveira
Jairo Lopes Claro
Leandro Ferreira de Oliveira
Patrick Teixeira Vidal
Washington Tavares de Oliveira
Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família
Reprodução/TV Globo
Mandados de prisão e busca
Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil.
“A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse material”, emendou.
Como era o esquema
De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual.
A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais.
“O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadas”, destacou a DDSD.
Galpão onde os combustíveis eram armazenados
Reprodução/TV Globo
Histórico de atentados
Herdeira do haras, Shanna Garcia foi alvo de disparos em frente a um shopping na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, em outubro de 2019. Ela teve pai, marido e irmão assassinados em episódios anteriores:
Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, pai: o contraventor e ex-patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro foi assassinado em 2004.
Myro Garcia, irmão: morto em 2017.
José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, 1º marido: executado em 2011.
ASSISTA AQUI AO EPISÓDIO DE ‘VALE O ESCRITO’ QUE FALA SOBRE AS MORTES NO CLÃ GARCIA
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