FOTO: 'Escondida' nas cachoeiras de MG, nova espécie de libélula é encontrada
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Macho da espécie descansando na vegetação
Tomas Dias de Oliveira
Uma nova espécie de libélula acaba de entrar para o mapa da biodiversidade brasileira. O inseto foi descoberto no Parque Estadual Pico do Itambé, na cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais. Batizada de Hetaerina giselae, a espécie foi registrada durante um projeto de inventário da fauna de insetos e aracnídeos da unidade de conservação, realizado entre maio de 2024 e janeiro de 2025.
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O trabalho foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o IFSULDEMINAS (Campus Inconfidentes), o IFMG (Campus Bambuí), a USP de Ribeirão Preto (SP) e a UFTM.
Segundo o coordenador do Laboratório de Zoologia do IFSULDEMINAS, professor doutor Marcos Magalhães de Souza, o levantamento faz parte de um esforço para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do parque.
De acordo com o pesquisador, desde a coleta do exemplar em campo até a confirmação de que se tratava de uma espécie inédita, o processo levou cerca de cinco meses.
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Diferença nos detalhes
a = macho / b = fêmea / c = asas
Diogo Vilela
Inicialmente, o inseto chegou a ser confundido com uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina.
“De início, parecia uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina, mas, ao analisar o material em laboratório, observamos diferenças na genitália do macho, o que sugeriu que poderia ser uma espécie nova. Essa suspeita foi confirmada posteriormente por meio da análise genética”, explicou o professor.
A nova espécie recebeu o nome Hetaerina giselae em uma homenagem à mãe do aluno de mestrado Tomas Dias de Oliveira, que participou da pesquisa.
Até o momento, os pesquisadores sabem que a libélula ocorre em ambientes associados à água corrente, especialmente em áreas de cachoeira, um padrão semelhante ao de outras espécies do mesmo grupo.
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Alerta para a conservação
Para o professor Marcos Magalhães de Souza, a descoberta vai muito além da descrição de uma nova espécie: ela reforça a importância da preservação dos ecossistemas de Campo Rupestre.
“Essa descoberta mostra a importância da conservação do Campo Rupestre para a proteção da biota do Brasil, em particular na região do Espinhaço, e ajuda a justificar os investimentos públicos na pesquisa científica e na manutenção do Parque Estadual Pico do Itambé”, afirmou o pesquisador.
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