Familiares cobram justiça antes de júri de homem acusado de matar e enterrar ex-companheira: ‘Esperamos pena máxima’
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Familiares protestam e cobram justiça antes de júri de homem acusado de matar e enterrar ex: ‘Esperamos pena máxima’
Laurene Santos/TV Vanguarda
Familiares e amigos de Mariana da Costa Nascimento, mulher de 28 anos que foi assassinada e encontrada enterrada em uma área de mata, se reuniram na manhã desta terça-feira (10) em frente ao Fórum de Taubaté (SP) para protestar e pedir justiça antes do início do júri popular do homem acusado de matar e enterrar a ex-companheira.
Com cartazes expondo fotos da vítima e frases sobre feminicídio, o grupo se concentrou no local do julgamento para cobrar a condenação pelo crime. O réu Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos, foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio e ocultação de cadáver.
A irmã da vítima, Gabriela Costa, disse que a família está emocionada e espera que a Justiça aplique a pena máxima.
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“A expectativa nossa é bem grande. A gente está com a nossa família ainda muito comovida, com o coração apertado, por uma impunidade, uma injustiça e uma crueldade que foi feita com a minha irmã. Então a gente espera, no mínimo, que ele pegue a pena máxima”, afirmou.
Familiares protestam e cobram justiça antes de júri de homem acusado de matar e enterrar ex: ‘Esperamos pena máxima’
Laurene Santos/TV Vanguarda
Segundo ela, o protesto é uma forma de manter a memória da vítima viva e também de alertar outras mulheres.
“Esse movimento não significa nada do nosso sofrimento, não chega nem perto do que a gente tá sentindo. A gente tá com o coração realmente apertado. Ela tá aqui (no cartaz), mas não está aqui com a gente. Então é para ser um gesto de grito mesmo, para alertar todas as outras famílias e mulheres, para elas não se calarem”, disse Gabriela.
Ex é preso após levar polícia até o corpo de jovem desaparecida em Taubaté
O júri popular terá início a partir das 9h desta terça-feira no Fórum de Taubaté. O homem é acusado de matar a ex-companheira e esconder o corpo após o crime.
O caso teve grande repercussão na região e mobilizou familiares e amigos da vítima desde o início das investigações - leia mais abaixo.
Segundo o Tribunal de Justiça, o júri popular vai contar com sete jurados. Eles devem ouvir cinco testemunhas, além do interrogatório do próprio réu. Não há previsão de duração do julgamento.
Para a Rede Vanguarda, o advogado de defesa de Luiz Felipe disse que o cliente não matou a vítima. Segundo o advogado, Luiz Felipe encontrou Mariana morta e decidiu enterrar o corpo por medo de ser acusado pelo crime.
Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (10).
André Bias/TV Vanguarda
Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos, é acusado pela morte da ex-companheira
Reprodução
O caso
Mariana foi encontrada morta em junho de 2025, após ser dada como desaparecida pela família. De acordo com o boletim de ocorrência, ela saiu com o então ex-companheiro no dia 8 de junho. Como não voltou para casa, parentes registraram o desaparecimento no dia seguinte.
Durante as buscas, a polícia encontrou o corpo da jovem enterrado em uma área de mata na região do Distrito Industrial do Una, na zona rural de Taubaté.
Homem confessou enterrar o corpo da ex-companheira em Taubaté
Reprodução/TV Vanguarda
Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar o carro de Luiz Felipe circulando na região. Policiais também encontraram pertences da vítima, como o celular e uma bota, próximos a um rio.
O suspeito foi levado à delegacia e, segundo o boletim de ocorrência, confessou inicialmente que matou Mariana e enterrou o corpo no terreno onde mora. Depois, acompanhado por um advogado, mudou a versão e disse que apenas ocultou o cadáver após encontrá-la morta.
Após ser preso, Luiz Felipe passou por audiência de custódia em 11 de junho de 2025, quando a Justiça decidiu manter a prisão. Com isso, a detenção em flagrante foi convertida em prisão preventiva, e ele permaneceu preso enquanto o caso era investigado e posteriormente denunciado pelo Ministério Público.
Mariana da Costa Nascimento foi encontrada morta em Taubaté
Arquivo pessoal
Denúncia do Ministério Público
Na denúncia, o Ministério Público afirma que Luiz Felipe matou Mariana por esganadura quando os dois estavam sozinhos.
Segundo a promotoria, após provocar a morte da vítima, o acusado decidiu enterrar o corpo para dificultar a investigação.
O MP também destacou que Mariana tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, porque ele não aceitava o fim do relacionamento e a perseguia.
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