Família de brasileira detida na Coreia do Sul por stalkear Jung Kook, do BTS, diz que ela tem transtorno mental e tenta trazê-la ao Brasil

  • 12/01/2026
(Foto: Reprodução)
Jungkook, do BTS Divulgação A família da brasileira de 30 anos detida na Coreia do Sul por suspeita de perseguir o cantor Jung Kook, do grupo BTS, afirmou que ela tem transtorno mental e que tenta trazê-la de volta ao Brasil o quanto antes. Segundo o jornal The Korea Times, a delegacia de polícia de Yongsan, no centro de Seul, informou que a brasileira foi detida no dia 4 de janeiro sob suspeita de violar a lei contra perseguição, após ir até a residência do cantor, localizada no mesmo distrito. Ainda de acordo com a polícia, a mulher “causou perturbação em frente à casa, inclusive jogando correspondências”. O jornal relata que ela teria ido ao local ao menos duas vezes em dezembro, e foi detida na ocasião, após a família de Jung Kook solicitar uma ordem de restrição. Ela já foi liberada. O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, informou que tem conhecimento do caso, mantém contato com a família e presta a assistência consular cabível (leia nota completa abaixo). O caso repercutiu na mídia internacional nas últimas semanas e passou a ser acompanhado com preocupação pelos familiares da brasileira, que falaram com exclusividade ao g1. Uma parente afirmou que a jovem é da Paraíba, mas morava em São Paulo por pelo menos dois anos e não avisou a família quando viajou para Seul, em novembro. Segundo ela, os familiares agora tentam trazê-la de volta ao Brasil por considerarem que a situação é de urgência, já que a brasileira estaria em surto por acreditar que Jung Kook é o grande amor da vida. “Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando”, relatou. A familiar afirmou ainda que a rotina da família foi impactada pela preocupação constante. “A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”, disse. Segundo a parente, médicos apontam que a brasileira tem transtorno mental e necessita de medicação controlada. “Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, afirmou. Outra familiar, que também prefere não se identificar, disse que a jovem já teve um surto semelhante em 2021. “Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou. Sucesso mundial, banda BTS vai parar na bolsa de valores Paloma Lopes Ventura, especialista em direito internacional, afirma que tomou conhecimento do caso e procurou a família para oferecer ajuda. Ao g1, ela disse que, desde o início, se preocupou com o estado de saúde da brasileira e avaliou que a situação vai além de um episódio criminal. “Os vídeos dela deixam bem claro que ela está fora de si e que precisa de ajuda médica. Não adianta tratá-la apenas como uma criminosa, mas como uma pessoa que está passando por uma urgência clínica”, afirmou. A especialista relata que, diante disso, buscou contato com os familiares, que já tinham conhecimento do ocorrido, mas não sabiam como agir. “A família estava sabendo da situação, mas não entendia absolutamente nada do que fazer a partir dali. Mesmo assim, a vontade sempre foi trazê-la de volta”, disse. De acordo com Paloma, a família está apreensiva porque a brasileira tem histórico de transtornos mentais graves e, no momento, estaria sem fazer uso da medicação. “A família está muito preocupada porque ela tem transtornos mentais graves e não está tomando a medicação”, afirmou. Ela também diz que mantém contato frequente com o consulado brasileiro na Coreia do Sul, mas relata dificuldades no atendimento. “Mesmo sendo uma situação de emergência, o consulado não está lidando como se fosse uma situação de emergência”, disse. Segundo a especialista, inicialmente o órgão informou que não poderia fornecer informações sem o consentimento da própria jovem. “Isso é completamente inviável. Ela não vai dar consentimento se está sob uma crise fortíssima do transtorno mental que tem”, afirmou. Diante desse cenário, a família passou a defender a deportação compulsória da brasileira. “Porque por livre convencimento isso não será possível. A gente iria tentar uma repatriação, mas é inviável porque a repatriação não tem essa finalidade". A dificuldade de comunicação com a brasileira também pesa na decisão. Segundo a especialista, ela bloqueou praticamente todos os familiares. “Somente a mãe consegue algum contato, o que torna impossível qualquer tentativa de convencimento”, afirmou. Neste momento, a estratégia é reunir documentação médica para embasar o pedido junto às autoridades sul-coreanas. “O psiquiatra dela irá elaborar um laudo médico para que possamos enviar às autoridades coreanas e ao governo, para que seja aberta uma investigação e, posteriormente, aprovada a deportação”, explicou. Paloma ressaltou, no entanto, que a decisão final depende do governo da Coreia do Sul. “A deportação só pode ser aprovada pelo próprio governo coreano”, concluiu. Ainda conforme a especialista, o desejo de todos da família é evitar conflitos. "Ela [brasileira] está sob uma crise de um transtorno mental grave. A mãe, inclusive, começou a passar mal com todas as notícias que chegaram e também ao saber que a filha dela, que não tem controle das próprias emoções, está recebendo inúmeras ameaças de morte. As pessoas, fãs de BTS, precisam saber não estamos lidando com uma criminosa, estamos lidando com uma pessoa que precisa de apoio médico com extrema urgência". O que diz o Itamaraty "O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, tem conhecimento do caso, mantém contato com a família e presta a assistência consular cabível. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta à seguinte seção do Portal Consular do Itamaraty: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/assistencia-consular Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros". Jungkook, do BTS Divulgação Jimin e Jung Kook, do BTS, foram dispensados do serviço militar em 2025 AP Photo/Lee Jin-man

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/12/familia-de-brasileira-detida-na-coreia-do-sul-por-stalkear-jung-kook-do-bts-diz-que-ela-tem-transtorno-mental-e-tenta-traze-la-ao-brasil.ghtml


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