‘Eu corria e ele atirava’: mulher baleada pelo ex-marido conta sobre tentativa de feminicídio após receber alta em Limeira

  • 15/01/2026
(Foto: Reprodução)
Ana Paula Silva, sobrevivente de tentativa de feminicídio em Limeira (SP) Márcio de Campos/EPTV A mulher baleada pelo ex-marido em Limeira (SP) recebeu alta hospitalar após 11 dias de internação e agora se recupera em casa. Ana Paula Silva foi atingida por três tiros no início de janeiro e segue em tratamento, que exige cuidados intensivos e apoio da irmã e outros parentes. Ainda sem conseguir andar, Ana Paula falou à EPTV, afiliada da TV Globo, sobre a violência sofrida e as consequências físicas e psicológicas do ataque. Ela foi baleada no queixo, na coluna e na axila. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Por conta do ferimento no rosto, ela preferiu conceder a entrevista usando máscara. Segundo a vítima, as três balas continuam alojadas no corpo, já que a equipe médica avaliou que, neste momento, a retirada por cirurgia seria arriscada. “Não esperava, nunca imaginei, nunca nem vi um revólver na minha frente”, diz Ana Paula. O crime Local onde oncorreu tentativa de feminicídio foi presersado e isolado pela Guarda de Limeira Edijan Del Santo/EPTV O ataque ocorreu no dia 2 de janeiro. Ana Paula contou que manteve um relacionamento de nove anos com o agressor, Luciano Aparecido Andrade, de 44 anos, com quem teve uma filha, que hoje tem cinco anos. O casal terminou há três anos. Em dezembro, ela iniciou um novo relacionamento e, no mês seguinte, foi atacada pelo ex. De acordo com o relato, o ex-marido entrou em contato dizendo que queria entregar uma bicicleta para a filha do casal. Ana Paula foi ao encontro dele acompanhada da irmã e da criança. Luciano se sentou no banco de trás do carro, ao lado da filha, e, repentinamente, sacou uma arma e efetuou os disparos, relatou a vítima. Durante a ação, Ana Paula e a irmã tentaram segurar a arma, mas os tiros atingiram a vítima. Após os disparos, o agressor fugiu, mas foi preso em flagrante. Luciano Aparecido Andrade, de 44 anos, foi preso após atirar três vezes na ex-esposa, em Limeira (SP). Guarda Civil Municipal A mulher foi socorrida e levada à Santa Casa de Limeira, onde permaneceu internada por 11 dias. Durante esse período, chegou a ficar em coma. “O segundo tiro foi no maxilar. Quando atingiu o maxilar, eu saí do carro, gritei para a minha irmã pegar a minha filha e já sai gritando, pedindo ajuda. Eu corria e ele atirava. Um tiro foi na minha axila, outro na minha coluna cervical. Quando atingiu a coluna, eu caí. Ele fugiu e não atirou mais porque não tinha mais bala”, relata Ana Paula. Ela ainda não consegue mexer os pés, mas recebeu a informação de um médico de que pode voltar a andar após um processo de reabilitação, com acompanhamento de fisioterapeuta e outros profissionais. “Como não comecei a reabilitação, ainda estou parada em cima da cama”, informa. Alerta de perigo Ao decidir falar sobre o caso, a moradora de Limeira afirmou que o objetivo é alertar outras mulheres. Ela destacou o medo de que situações semelhantes se repitam e demonstrou preocupação com a segurança da filha, que presenciou o crime. “Esse tipo de coisa não pode continuar acontecendo. Esses agressores, eles saem da delegacia, da prisão, daqui a pouco eles estão na rua. E eles voltam para acabar o que eles começaram. É isso que eu morro de medo de acontecer. Porque eu tenho a minha filha e eu quero protegê-la. Mas eu não consigo nem me proteger de alguém que está me agredindo, como eu vou fazer isso [proteger minha filha]? É um alerta. Vão atrás dos seus direitos”, diz Ana Paula. Antes do ataque, Ana Paula trabalhava em uma metalúrgica da cidade. Agora, ela afirma que a prioridade é a própria recuperação e o bem-estar da filha, que ficou abalada emocionalmente após o episódio. Segundo ela, o desejo é conseguir se reerguer para cuidar da criança e ajudá-la a superar o trauma vivido. Como denunciar violência contra a mulher Violência contra mulher: como pedir ajuda Disque 190 para denunciar a violência para a emergência da Polícia Militar; Disque 180 para denunciar para a violência ou pedir orientações para a Central de Atendimento à Mulher; Disque 100 para denunciar violações de direitos humanos, como violência contra crianças e mulheres. Ainda é possível denunciar o crime presencialmente em qualquer delegacia do país. No entanto, as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) são especializadas no atendimento e acolhimento de mulheres e crianças que sofreram violência. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/01/15/eu-corria-e-ele-atirava-mulher-baleada-pelo-ex-marido-conta-sobre-tentativa-de-feminicidio-apos-receber-alta-em-limeira.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 10

top1
1. SAUDADE

JEAN TASSY

top2
2. NOTA 5 ...

FELISHIA

top3
3. TUDO E POSSIVEL ...

CARLAO GUERREIRO DA LESTE E DJ.BIBI..

top4
4. SAI DA BOTA ....

DOW RAIZ ,SOMBRA ,SANDRAO RZO,TIO FRESH

top5
5. SONHEI ...

JEAN TASSY

top6
6. vacilao

HELOISA LUCAS

top7
7. STOP,LOOK LISTEN TO YOU HEART

MICHAEL MCDONALD E TONI BRAXTON

top8
8. A CAMINHADA

CRIS SNJ

top9
9. " LIGACOES "

MERIKI

top10
10. " melhor som "

C!BELLE


Anunciantes