Estado de SP chega a 53 casos por intoxicação com metanol; jovem de 22 anos é nova vítima
27/02/2026
(Foto: Reprodução) Intoxicações por metanol
Reprodução/TV Globo/Fantástico
O estado de São Paulo registrou o 53º caso de contaminação por metanol em bebida alcoólica em boletim encaminhado à TV Globo. Até esta quarta-feira (25) eram 12 mortes (saiba quem são as vítimas abaixo).
O novo caso é de uma mulher de 22 anos, de São Bernardo do Campo, do dia 2 de fevereiro. Segundo a prefeitura, a jovem passou mal após o consumo de bebida alcóolica em um bar. Ela foi ao médico e "teve alta com condições estáveis de saúde".
A administração municipal também informou que a paciente foi a 14ª pessoa a ter exames que confirmaram a contaminação por metanol em São Bernardo.
🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até a morte. Também pode provocar insuficiências pulmonar e renal.
Mortes por metanol
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que das 53 vítimas notificadas até quarta-feira (25), 12 pessoas morreram. Atualmente, dois óbitos permanecem sob investigação: um de São José dos Campos, de 31 anos, e um de Cajamar, 38 anos.
A última morte foi do jovem Willian de Souza Turvollo, de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo .
Segundo a TV Globo apurou, Willian foi atendido inicialmente em uma UPA no dia 19 de janeiro deste ano e transferido, no dia seguinte, para o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Ele morreu em 29 de janeiro. A investigação epidemiológica do município apontou o consumo de vodca.
Em nota anterior, a Secretaria da Saúde de Mauá disse que a Vigilância Sanitária a Polícia Civil realizaram ação conjunta no estabelecimento onde a bebida foi consumida, uma adega localizada no Jardim Canadá.
Ainda conforme a pasta, foram apreendidas garrafas da bebida alcoólica supostamente ingerida pelo paciente, as quais foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise laboratorial (veja nota completa abaixo).
A Secretaria da Segurança Pública informou que investiga a morte de Willian.
"O irmão da vítima compareceu à delegacia e relatou que, no dia 19 de janeiro, o jovem começou a reclamar de dores e náuseas. Ele foi socorrido e levado à UPA Barão de Mauá, sendo posteriormente transferido para o Pronto-Socorro Nardini, onde não resistiu e morreu. Foi solicitado exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML), e o caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Mauá", disse a pasta.
As outras vítimas mortas por intoxicação por metanol são:
Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, morador da cidade de SP
Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos, morador da cidade de SP
Marcelo Lombardi, de 45 anos, morador da cidade de SP
Bruna Araújo, de 30 anos, moradora de São Bernardo do Campo
Daniel Antonio Francisco Ferreira, de 23 anos, morador de Osasco
Leonardo Anderson, de 37 anos, morador de Jundiaí
Cleiton da Silva Conrado , de 25 anos, morador de Osasco
Rafael Anjos Martins, de 27 anos, morador da cidade de SP
Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, de 27 anos, moradora de Osasco
Felipe Henrique Alves da Silva, de 26 anos, morador de Sorocaba
Eduardo Barbosa, de 62 anos, morador de São Bernardo do Campo
Willian de Souza Turvollo, de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo .
Investigação
A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), informou que segue com as investigações para identificar toda a cadeia de produção e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado.
Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, 46 pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, totalizando 66 prisões em 2025.
Ainda conforme a polícia, as ações resultaram ainda na apreensão de 140 mil vasilhames, 22,5 mil garrafas e 481,5 mil itens utilizados na falsificação, como rótulos e lacres.
Segundo o Instituto de Criminalística, em 149 apurações concluídas com 1055 garrafas, a presença de metanol foi confirmada em oito apurações, sendo 19 garrafas com a substância.
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Sintomas e atendimento
A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos.
Os sintomas podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida.
Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/.
O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) também oferece apoio para diagnóstico e orientação pelos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733.
Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano.
Arte/g1
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