Coração, fígado e rins de motociclista morto em acidente são captados para transplante em Sorocaba
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Coração de motociclista morto em acidente é captado para transplante em Sorocaba
Uma equipe do Instituto do Coração (Incor) foi mobilizada na manhã desta quarta-feira (11) para a captação de um coração, fígado e rins no Hospital Regional Adib Domingos Jatene, em Sorocaba (SP).
Conforme apurado pela TV TEM, os órgãos eram de um motociclista que morreu após bater na traseira de um caminhão. A família autorizou a doação.
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Após a cirurgia de captação, a equipe do Incor voltou para São Paulo de helicóptero. O voo foi doado por um empresário por meio do Programa TransplantAR, iniciativa que mobiliza empresários dispostos a ceder equipamentos e espaços para viabilizar a corrida pela vida.
Hospital fica Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Sorocaba (SP)
Governo estadual/Divulgação
Mobilização
Há exatamente uma semana, uma equipe do Incor também foi mobilizada para a captação do coração de um bebê de três meses, que morreu em Jaú (SP). O órgão foi destinado ao transplante em uma criança de um ano, na capital paulista, a 300 quilômetros de distância de São Paulo.
A equipe estava pronta para decolar do aeroporto de São Roque (SP), a cerca de 60 quilômetros da capital paulista, em uma aeronave particular. No entanto, a chuva que atingiu Jaú naquele dia dificultou a operação. O voo partiu de São Roque por volta das 9h30.
Conforme apurado pela TV TEM, cerca de trinta minutos após a partida, a aeronave pousou em uma fazenda em Jaú. O local foi cedido pelo proprietário, que também disponibilizou o avião para agilizar o transporte, já que o deslocamento terrestre entre São Roque e Jaú leva cerca de quatro horas.
A ação contou com o apoio do Programa TransplantAR, iniciativa que mobiliza empresários dispostos a ceder equipamentos e espaços para viabilizar a corrida pela vida.
Em Jaú, a captação do órgão foi realizada na Santa Casa da cidade. Em seguida, a equipe seguiu de avião para São Paulo, pousando em Congonhas, e o órgão chegou ao Instituto do Coração (Incor), onde o transplante foi realizado logo em seguida.
Por causa da falta de equipamentos e demarcações no solo, a aterrissagem na fazenda em Jaú é feita de forma manual, operação que é prejudicada pela chuva. Por isso, a operação precisou ser temporariamente suspensa até a decolagem, horas depois do previsto.
A criança que deve receber o coração é diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma cardiopatia congênita grave e rara caracterizada pelo subdesenvolvimento do lado esquerdo do coração, o que compromete o bombeamento de sangue oxigenado para o organismo.
Desde o nascimento, o paciente já foi submetido a cirurgias paliativas e, há cerca de um ano, depende de um coração artificial para sobreviver.
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