Com racionamento mantido, DAE anuncia medidas contra estiagem e limpeza do Rio Batalha em Bauru
16/03/2026
(Foto: Reprodução) DAE Bauru anuncia limpeza no Rio Batalha para enfrentar estiagem sob racionamento
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru (SP) anunciou uma série de medidas para ampliar a segurança hídrica do município.
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As ações foram publicadas no Diário Oficial do último sábado (14) e incluem o desassoreamento da Lagoa do Rio Batalha e a contratação de equipamentos para manutenção do principal manancial de abastecimento da cidade.
As medidas ocorrem enquanto o município mantém o rodízio no fornecimento de água, adotado devido à estiagem e à redução do nível do Rio Batalha.
"Essas ações fazem parte do programa Água de Todos, que envolve iniciativas do DAE e da prefeitura. O departamento já publicou o início do processo de desassoreamento do Rio Batalha, algo esperado há muitos anos. O programa também inclui perfuração de poços, elevatórias, adutoras e reservatórios financiados por um empréstimo de R$ 40 milhões", disse à TV TEM a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD).
Rio Batalha é o principal manancial de abastecimento de Bauru.
TV Tem/ reprodução
Desassoreamento da Lagoa do Batalha
Foi publicada a autorização de dispensa de licitação emergencial para contratação do serviço de limpeza e desassoreamento da lagoa de captação do Rio Batalha.
O objetivo é ampliar o volume de reservação em aproximadamente 90 mil metros quadrados, por meio da sucção e retirada da areia acumulada ao longo dos últimos anos.
O serviço será executado pela empresa Allonda Ambiental Ltda., com contrato estimado em R$ 6,7 milhões. A assinatura deve ocorrer nos próximos dias.
Lagoa de captação do Rio Batalha em outubro de 2025
Gabriel Pelosi/TV TEM
Após a formalização, o prazo para mobilização e início das atividades será de até 10 dias úteis, com execução prevista em até cinco meses.
A expectativa é ampliar a segurança hídrica para cerca de 100 mil moradores abastecidos pelo sistema do Rio Batalha, especialmente durante períodos de seca.
Segundo o DAE, os recursos virão, em sua maior parte, do Fundo de Recuperação da Bacia Hidrográfica, criado por lei municipal em 2019, além de dotação orçamentária própria da autarquia.
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Máquina anfíbia para limpeza do manancial
Também foi publicada a contratação de uma escavadeira hidráulica anfíbia, destinada às atividades de limpeza, desassoreamento e manejo da lagoa de captação, do canal principal do Rio Batalha e de seus afluentes.
O contrato tem valor de R$ 2,17 milhões, com vigência de 180 dias a partir da assinatura, realizada em 9 de março. A previsão de entrega do equipamento é de até 60 dias corridos.
Segundo o DAE, a máquina será operada pela própria equipe da autarquia para manutenção do sistema.
Lagoa de captação do Rio Batalha em setembro de 2025
Gabriel Pelosi/TV TEM
Complexo Val de Palmas
Paralelamente às medidas emergenciais, o município avança na implantação do complexo hídrico Val de Palmas, que prevê a perfuração de quatro poços profundos para captação de água do Aquífero Guarani, além da construção de adutora e reservatórios.
Até o momento, apenas o poço P2, executado como contrapartida da construtora Pacaembu, teve perfuração iniciada, em outubro de 2025.
Durante reunião pública realizada na Câmara Municipal no início de fevereiro, o presidente do DAE informou que o poço já atingiu 404 metros de profundidade. Para alcançar a vazão necessária, será preciso chegar a cerca de 600 metros.
DAE de Bauru prevê a implantação do complexo hídrico Val de Palmas
DAE/Divulgação
A estimativa é que a perfuração seja concluída em aproximadamente dois meses, podendo haver alterações por questões técnicas.
"O complexo será entregue por etapas, e a expectativa é concluir todo o sistema até o final do próximo ano, com uma primeira fase ainda prevista para este ano", afirmou a prefeita de Bauru Suéllen Rosim à reportagem da TV TEM.
O financiamento das demais etapas ainda gera questionamentos, já que o empréstimo de R$ 40 milhões junto à Caixa Econômica Federal, autorizado pela Câmara no ano passado, ainda não foi efetivado.
A prefeitura afirma que reorganiza o orçamento de 2026 para viabilizar a obra com recursos próprios até a liberação do financiamento.
"Os efeitos serão percebidos principalmente a médio e longo prazo. As ações ajudam a melhorar a segurança hídrica, mas não representam uma solução imediata. Por isso, o município ainda mantém o sistema de racionamento enquanto se prepara para o período de estiagem", comentou Suéllen.
Racionamento continua em vigor
O racionamento, iniciado em agosto do ano passado, nunca chegou a ser totalmente interrompido, mas vem passando por ajustes conforme a variação do nível da represa.
Em outubro, o esquema chegou a ser mais rigoroso, com divisão da cidade em três grupos, sendo que dois deles ficaram até três dias consecutivos sem abastecimento.
Segundo o DAE, a medida segue fundamentada no Decreto Municipal, que declarou estado de emergência por escassez hídrica no município.
Nível do Rio Batalha ideal é 3m20
Andressa Lara/TV TEM
Apesar da estabilização momentânea provocada por chuvas recentes, o órgão afirma que o elevado grau de assoreamento limita a capacidade de reservação e exige cautela na gestão da água disponível.
Em casos emergenciais de falta de água, moradores podem solicitar atendimento pelo telefone 0800 771 0195.
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