Caso Peretto: O que se sabe e o que falta esclarecer um ano após morte de comerciante que descobriu traição

  • 31/08/2025
(Foto: Reprodução)
Caso Igor Peretto: entenda o assassinato do comerciante que descobriu traição O comerciante Igor Peretto foi encontrado morto no apartamento da irmã em Praia Grande, no litoral de São Paulo, há exatamente um ano. O Ministério Público denunciou Rafaela Costa (viúva), Marcelly Peretto (irmã por parte de pai) e Mário Vitorino (cunhado e sócio) por premeditarem e participarem do crime. Os acusados estão presos e aguardam a decisão da Justiça sobre a ida ou não a júri popular. O caso aconteceu no dia 31 de agosto de 2024 e teve uma série de desdobramentos que repercutiram em todo o país. Por este motivo, o g1 reuniu tudo o que se sabe e o que falta esclarecer. Confira abaixo: ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O que se sabe sobre o caso Peretto? Vítima descobriu traição O crime Participação dos acusados Fuga e prisão O que falta esclarecer? Qual foi a motivação do crime? Marcelly participou da briga? Viúva, irmã e cunhado vão a júri popular? Vítima descobriu traição Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto Polícia Civil Na madrugada do dia do crime, de acordo com o relatório do setor de investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, Mário levava o Igor para a casa da mãe dele depois de uma festa, quando apareceu no painel do carro uma ligação do contato "Rafaela Cunhada" (esposa de Igor). Vídeos mostram momentos antes e depois do assassinato de comerciante Segundo o depoimento de Mário, o comerciante o obrigou a dirigir até o apartamento de Marcelly, onde estava Rafaela, para confrontar o suposto caso entre eles. Assim que chegaram no apartamento, a viúva não estava mais, e a discussão terminou com a morte de Igor. À época dos fatos, o advogado da irmã da vítima, Leandro Weissmann, contou ao g1 que Marcelly e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local do crime antes da chegada de Igor e Mario ao apartamento. O comerciante morreu sem descobrir a segunda traição da esposa. Volte de onde parou. O crime Reconstituição da morte de Igor Peretto foi registrada em história em quadrinhos Laudo pericial O crime aconteceu no dia 31 de agosto de 2024. Dentro do apartamento estavam Igor, Marcelly e Mário. Rafaela esteve com a irmã da vítima no imóvel, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o acusado pelo assassinato. De acordo com o laudo necroscópico, obtido pela equipe de reportagem, o comerciante foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido aos ferimentos. A gritaria no apartamento fez três moradores do prédio suspeitarem de um caso de feminicídio e acionarem a Polícia Militar (PM). Os agentes foram atender a ocorrência e encontraram o comerciante morto. Volte de onde parou. Participação dos acusados Câmeras de monitoramento filmaram últimos momentos de Igor Peretto Reprodução O Ministério Público concluiu que os acusados premeditaram a morte do comerciante. Eles foram denunciados pelo crime de homicídio com três qualificadoras, sendo elas: ➡️Motivo torpe [fútil]: Igor era um "empecilho no triângulo amoroso". ➡️Meio cruel: Crime foi praticado com diversos golpes de faca contra o comerciante, causando-lhe intenso sofrimento. ➡️Recurso que dificultou a defesa da vítima: Igor estava desarmado e foi atacado por uma pessoa com quem tinha relacionamento próximo, e de quem não esperava mal. Conforme relatado na denúncia do MP-SP, Rafaela atraiu o comerciante e, junto com Marcelly, incentivou Mário a matá-lo. A viúva também teria viabilizado a fuga dos comparsas e o esconderijo do amante. De 'quanto tempo o corpo começa a feder' a 'como privar' rede social: veja as pesquisas de viúva após assassinato do marido Volte de onde parou. Fuga e prisão Mario, Marcelly e Rafaela continuam presos por decisão da Justiça Reprodução Mário e Marcelly fugiram após o assassinato, e se encontraram com Rafaela em um posto na Rodovia Governador Carvalho Pinto, no km 124, em Caçapava (SP), onde a viúva abandonou o carro e embarcou no veículo deles. O trio seguiu para Campos de Jordão (SP), onde a irmã da vítima decidiu entrar em um carro por aplicativo e retornar para Praia Grande. Mario e Rafaela se hospedaram em um motel em Pindamonhangaba (SP). No mesmo dia, abandonaram o carro dele no Centro da cidade. As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês. Volte de onde parou. O que falta esclarecer sobre o caso Peretto? Qual foi a motivação do crime? Câmeras de monitoramento filmaram últimos momentos de Igor Peretto Reprodução Além do "empecilho no triângulo amoroso", a denúncia do MP-SP apontou que a morte de Igor traria "vantagem financeira" aos acusados. Mário poderia assumir a liderança da loja de motos que tinha em sociedade com o cunhado, enquanto a viúva receberia a herança. "Marcelly, que se relacionava com os dois beneficiários diretos, igualmente teria os benefícios financeiros", destacou a promotoria. O MP-SP ainda considerou a ação do trio um "plano mortal" contra Igor, mas os advogados dos presos negaram a versão apresentada. Volte de onde parou. Marcelly participou da briga? Mario Vitorino abraça Marcelly Peretto (à esq.) após assassinato do irmão dela; faca usada no crime (à dir.) Reprodução De acordo com o relatório da investigação, as informações sobre Marcelly ter saído da cena do crime com unhas quebradas e roupas manchadas de sangue não é compatível com a descrição de que ela teria ficado no quarto enquanto o irmão era esfaqueado pelo cunhado. Ainda segundo a Polícia Civil, as contradições no depoimento de Marcelly põem em dúvida até que ponto ela estaria envolvida na ação que culminou na morte de Igor, bem como na omissão de socorro. O advogado dela negou a participação da cliente no homicídio. Volte de onde parou. Viúva, irmã e cunhado vão a júri popular? Trio acusado de envolvimento na morte de Igor Peretto chega a fórum para audiência A primeira audiência de instrução ocorreu em 20 de março, quando as partes começaram a apresentar as provas e argumentos para o andamento do processo. A sessão no fórum precisou ser retomada em 7 de maio e, pela quantidade de testemunhas, foi marcado um novo encontro para 16 de junho. Após os interrogatórios, o juiz deu um prazo para que as defesas apresentassem pedidos complementares, conhecidos como diligências, até 18 de junho. Em seguida, o Ministério Público e os assistentes da acusação foram intimados a apresentar as alegações finais. Após essa etapa, as defesas teriam que apresentar as alegações finais para o juiz decidir se os acusados irão a júri popular ou se o processo será encerrado para algum deles. Volte de onde parou. O que dizem as defesas após um ano? Marcelly (irmã por parte de pai) Rafaela (viúva) Mário (cunhado e sócio) Família de Igor Marcelly (irmã por parte de pai) Marcelly Peretto (à dir.) e Ifor Reprodução/Redes Sociais O advogado dela, Leandro Weissmann, afirmou que apresentou as alegações finais. "A prisão é ilegal e imotivada. Marcelly não contribuiu de qualquer forma para a morte do seu irmão Igor, seja em planejamento ou efetiva ação", destacou o profissional. Weissmann ressaltou que lida com provas, acrescentando que especulações de redes sociais, de familiares ou pessoas envolvidas pela emoção não refletem a verdade do processo. "A defesa de Marcelly espera serenamente a impronúncia [decisão para não levar a cliente a júri popular]", finalizou. Rafaela (viúva) Rafaela Costa e Igor Peretto (à esq). Viúva chegando na DIG em Praia Grande (SP) (à dir.). Reprodução/Redes Sociais e Matheus Croce/TV Tribuna O advogado Yuri Cruz também apresentou as alegações finais e explicou que as provas demonstraram que Rafaela não participou, incentivou, planejou ou desejou a morte de Igor. O profissional afirmou que os depoimentos dos policiais civis comprovaram a inocência da cliente com relação ao crime de homicídio. "Condutas eventualmente passíveis de críticas no plano moral não se confundem com responsabilidade penal, a qual somente pode ser reconhecida diante de provas concretas colhidas sob o manto da legalidade, o que inexiste no presente caso com relação à Rafaela", disse o advogado. Cruz destacou confiar que o Poder Judiciário resistirá as pressões externas e aos julgamentos fomentados nas redes sociais, decidindo pela impronúncia da viúva. Mário (cunhado e sócio) e família de Igor O g1 entrou em contato com a defesa de Mário, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Família de Igor O assistente de acusação Felipe Pires de Campos disse acreditar que os fatos descritos na denúncia foram amplamente comprovados durante a instrução penal. "Infelizmente diversas inverdades foram criadas com o único intuito de desviar da verdade do que aconteceu, a trágica e cruel morte de Igor Peretto". De acordo com o advogado, não há como negar a participação de cada um dos três réus, seja na premeditação, na execução ou após a morte, com a fuga do local do crime e ocultação de provas. "A família e a sociedade aguardam e acreditam em uma resposta firme da Justiça, que se aproxima, com a pronúncia dos três réus", disse Felipe. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/08/31/caso-peretto-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-esclarecer-um-ano-apos-morte-de-comerciante-que-descobriu-traicao.ghtml


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