Capitão da PM de SP é acusado de abusar da enteada de 15 anos e agredir a mulher e vira réu por estupro de vulnerável
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Quartel do Comando Geral da PM de São Paulo
Reprodução/Google Maps
Um capitão da Polícia Militar (PM) de São Paulo é acusado de abusar e assediar sexualmente a enteada, atualmente com 15 anos, e agredir a então esposa, mãe da adolescente.
Neste mês, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e o tornou réu por estupro de vulnerável contra a estudante. Além do crime de violência sexual, o oficial é acusado, em outro processo, por violência doméstica contra a ex-mulher. Neste caso, ainda não virou réu.
O PM responde aos dois crimes em liberdade. O nome dele não será publicado para não expor a adolescente menor de idade. O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para comentar o assunto.
Segundo a acusação, os crimes sexuais contra a enteada e as agressões à ex ocorreram entre 2016 e 2021, quando a mãe da adolescente estava casada com o PM.
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Os abusos contra minha filha começaram quando ela tinha 6 anos. Ela contou que ele simulava treinos de jiu-jistsu e esfregava o órgão sexual na minha filha.
Fotos íntimas e agressões
Posteriormente, em 2025, quando as vítimas não moravam mais com o capitão, a estudante contou ter recebido pelo celular fotos íntimas do ex-padrasto, que estaria se passando por outra pessoa para assediá-la.
A ex relatou que o oficial a agredia constantemente e que se excitava ao vê-la chorando, obrigando-a a manter relações sexuais com ele depois.
Ele me dizia que me batia para me corrigir porque me amava. Ele me levava para a cozinha e todas as vezes que íamos conversar, ele deixava a arma em cima da mesa para me intimidar. Ele se esconde atrás da farda da PM.
Todas as denúncias foram levadas ao conhecimento da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar, que abriram inquéritos para investigar o oficial. A Justiça concedeu medidas protetivas para a ex e sua filha proibindo o capitão de se aproximar ou manter contato com elas.
"Quando éramos casados ele tentou me estrangular. Agora estou com medida protetiva", conta a ex.
Segundo o advogado Thiago Lacerda, que representa as vítimas, "o juiz acabou de receber a denúncia e o capitão está no prazo de 10 dias para apresentar a defesa prévia, resposta à acusação".
O que dizem a SSP e o TJ
Corregedoria da PM de São Paulo
Reprodução
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, por meio de nota, que os casos foram investigados pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e é acompanhado pela Corregedoria da PM "para adoção das medidas administrativas cabíveis."
"Os inquéritos policiais instaurados para apurar os crimes de estupro de vulnerável, bem como de violência doméstica e estupro, foram relatados em junho de 2025 e encaminhados para apreciação do Ministério Público e do Poder Judiciário", informa trecho da nota.
A SSP não informou se o capitão continua trabalhando ou foi afastado preventivamente da corporação.
Questionado, o Tribunal de Justiça (TJ) confirmou que o oficial da PM se tornou réu por estupro em 2 de março deste ano, quando a denúncia do MP foi aceita.
"Essa é a única informação disponível, pois o processo em questão tramita sob segredo de justiça", informa outro trecho da nota do TJ.