Atendimentos por fibromialgia crescem na região de Piracicaba; entenda o que é a doença
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Estado de São Paulo registra aumento de 35,4% em procedimentos para fibromialgia
Os procedimentos clínicos ambulatoriais para fibromialgia cresceram quase 8% entre 2024 e 2025 na região de Piracicaba (SP), segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
➡️ Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões.
📈O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Piracicaba , que abrange 26 cidades, registrou 1552 atendimentos clínicos para fibromialgia em 2024. As notificações passaram para 1676 em 2025. A marca equivale à alta de 7,6% em um ano.
A fibromialgia é reconhecida como deficiência em Piracicaba (SP) desde dezembro de 2024. A doença é uma condição crônica caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga extrema, distúrbios do sono e outros sintomas.
A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.
Em Limeira (SP), a Câmara aprovou projeto que assegura direitos de pessoas com fibromialgia e cria carteira de identificação para quem sofre da doença, no último dia 2 de março.
Com a aprovação, ficam assegurados às pessoas diagnosticadas com essas síndromes o atendimento preferencial e integral no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo atendimento multidisciplinar por equipe composta por profissionais das áreas de medicina, psicologia, nutrição e fisioterapia, acesso a exames complementares, assistência farmacêutica e modalidades terapêuticas reconhecidas.
Atendimentos por fibromialgia crescem 33,5% na região de Campinas
Reprodução/EPTV
Alta de atendimentos no estado de São Paulo
Os números acompanham a média do estado de São Paulo, que registrou mais de 38 mil procedimentos relacionados à doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação a 2024, o aumento também passou de 30%.
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Região de Campinas
Nas região de Campinas (SP), os atendimentos ambulatoriais aumentaram 33,5% m 2025. Foram 2.379 atendimentos no ano passado, contra 1.782 em 2024.
Luciana de Oliveira convive com a fibromialgia há 15 anos. Segundo ela, a dor "anda pelo corpo" e nem sempre os remédios fazem o efeito esperado.
"A fibromialgia, a dor, ela não fica só no braço. Ela anda pelo corpo, é uma dor muito tensa. Essa noite eu não dormi. Nem com o efeito dos remédios não fizeram, não dormi. Devido à dor, tive que ir um postinho. Tomei até a injeção hoje", fala.
Ainda segundo a SBR, cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia.
Fibromialgia passa a ser reconhecida como deficiência
Desde janeiro deste ano, a legislação passou a reconhecer a fibromialgia como deficiência. De acordo com o médico especialista em tratamento da dor, Fabrício Assis, isso pode ajudar a explicar o aumento da procura por atestados e relatórios médicos. Apesar disso, ele também cita casos de pacientes com diagnósticos equivocados.
"Muitos pacientes chegam aqui às vezes com diagnóstico porque não foram investigados de uma maneira correta e quando a gente faz uma investigação mais profunda a gente acaba descobrindo principalmente doenças reumatológicas, o uso também crônico de medicações contra o colesterol pode dar dor pelo corpo", diz.
Com a sanção da Lei 15.176/2025, pacientes que convivem com a doença há anos, como Vanessa Marquiori, podem ter acesso a políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência, como cotas em concursos, isenções fiscais e benefícios previdenciários e assistenciais. Segundo a auxiliar de enfermagem, tudo começou com um incômodo no braço.
"Na época eu trabalhava como telemarketing, então eu achei que fosse de trabalhar digitando, porque eu trabalhava seis horas digitando e eu achei que era por causa disso. Hoje eu tomo três medicações, mas mesmo assim a dor é constante", explica.
Para ela, é preciso aprender a conviver com a dor. "Tem dias bons, tem dias ruins, tem dias mais ruins ainda, mas a gente aprende a conviver".
Fibromialgia passa a ser reconhecida como deficiência
Reprodução/EPTV
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