Artistas, amigos e políticos prestam solidariedade à musa da Rosas de Ouro após rebaixamento da escola no Carnaval de 2026
18/02/2026
(Foto: Reprodução) Regina Nunes, esposa do prefeito Ricardo Nunes, Ana Beatriz Godoi e a vereadora Zoe Martinez (PL).
Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
Artistas, amigos e políticos prestaram solidariedade à musa da Rosas de Ouro, Ana Beatriz Godoi, após o rebaixamento da escola no carnaval de 2026 para o Grupo de Acesso 1.
A agremiação da Brasilândia, na Zona Norte, foi a penúltima colocada na apuração que aconteceu na tarde de terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi. A escola, que tinha sido campeã no ano passado, agora vai amargar um ano de rebaixamento.
A diretoria da escola emitiu na madrugada desta quarta-feira (18) um comunicado assumindo a culpa pelo rebaixamento e pedindo desculpas à comunidade pela falha que custou a perda de pontos preciosos na campanha da Rosas no carnaval deste ano (veja mais aqui).
Por causa do rebaixamento, a primeira a prestar solidariedade à Rainha de Bateria da Rosas foi a primeira-dama de São Paulo, Regina Carnovale Nunes, esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Ela escreveu nas redes sociais que “independente do resultado, sempre estarei aqui”, em solidariedade à Ana Beatriz.
Regina Nunes e a vereadora Zoe Martínez (PL) prestam solidariedade à Ana Beatriz Godoi.
Reprodução/Redes Sociais
A vereadora Zoe Martinez (PL) também postou que “ano que vem tem mais” e que vai estar torcendo pela volta da Rosas de Ouro para o Grupo Especial em 2027.
“Amiga, você honra a escola no corpo e na alma. 2027 vem aí. Azul e Rosa não desbota”, escreveu um amigo da musa também ao falar do rebaixamento.
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Ana Beatriz Godoi com a fantasia usada no carnaval de 2026, onde a escola levou para a avenida o samba-enredo 'Escrito nas Estrelas'.
Reprodução/Redes Sociais
De campeã de 2025 ao rebaixamento
Campeã do Grupo Especial do Carnaval 2025, a Rosas de Ouro foi rebaixada ao terminar em penúltimo lugar, com 268,4 pontos.
Quinta a entrar na avenida, a Roseira levou para a avenida o enredo “Escrito nas Estrelas”. O desfile percorreu da criação do universo ao momento em que as civilizações passaram a usar os astros como guia.
Membros da escola Rosas de Ouro durante a apuração do Grupo Especial de Carnaval 2026.
RODILEI MORAIS/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Apesar de ter feito uma apresentação considerada consistente, a escola já começou a disputa em desvantagem: perdeu 0,5 ponto por atraso na entrega das pastas técnicas destinadas aos jurados.
Na comissão de frente, outro problema impactou o desempenho. A proposta previa 12 componentes, cada um representando um signo do zodíaco, mas o integrante que representaria Libra passou mal e não entrou na avenida.
Libra é justamente o signo da escola, fundada em 18 de outubro de 1971, e é tradicionalmente associado à justiça e ao equilíbrio.
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Vitor diCastro encarna Walter Mercado pela Rosas de Ouro
O quesito com as menores notas foi a bateria. A Rosas recebeu 9,6 — a menor nota da escola em toda a apuração — além de dois 9,9 e um 10.
Nesse quesito, os jurados avaliam a manutenção do ritmo em sintonia com o samba (sustentação), a precisão e o sincronismo entre os instrumentos (execução), o equilíbrio de volumes entre os naipes (equalização), a afinação dos timbres e as bossas, que devem ser criativas e bem executadas.
O único quesito que recebeu todas as notas 10 foi enredo. Segundo o manual do julgador, são analisados critérios como realização narrativa, desenvolvimento do roteiro e leitura plástica do tema na avenida.
Passistas da Rosas de Ouro fantasiados na temática da astrologia, no Anhembi, na madrugada de sábado (14).
Natália Rampinelli/ AgNews
Além das questões técnicas, a escola enfrentou um episódio grave nos bastidores. Uma mulher que desfilava como semi-destaque teve parte do dedo esmagada por uma empilhadeira na área de concentração do Sambódromo.
Segundo um funcionário da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), que presenciou o acidente, a integrante era içada para o segundo carro alegórico quando colocou a mão em um ponto inadequado do equipamento e acabou ferida.
Mesmo com elogios de parte do público, o desconto inicial de pontos e as notas baixas em quesitos decisivos pesaram na soma final e culminaram no rebaixamento da então campeã.
Mestre-sala e porta-bandeiras da Rosas de Ouro, na madrugada de sábado (14) no Anhembi.
Natália Rampinelli/ AgNews